EXD03 - MONTAGEM FINANCEIRA

A ExperimentaDesign – Bienal de Lisboa é concebida e produzida pela Experimenta – Associação para a Promoção da Cultura do Design.
A Experimenta é uma associação cultural sem fins lucrativos criada em 1998 em Lisboa, actualmente com 12 associados e é a base estrutural da Bienal de Lisboa, da marca DesignWise, e de muitos outros trabalhos pontuais, todos na área cultural.
É uma associação baseada na energia e na qualidade daqueles que formam a sua equipa e dos que respondem aos seus desafios.
É independente, não institucional e não tem nenhum apoio financeiro regular, nem do Estado, nem de privados.
Todos os projectos desenvolvidos pela associação têm a sua montagem financeira própria.

O orçamento global da ExperimentaDesign2003 – Bienal de Lisboa é de 2.631.090 Euros (IVA incluido).

ESTRUTURA ORÇAMENTAL

1. 
  
Apoios Financeiros: 

Programa Operacional da Cultura

Câmara Municipal de Lisboa (CML e EGEAC)

Semi-Privados (Assoc. Turismo Lisboa)

Privados
(Superbock, Renault, JCDecaux,Galp Energia,
Vista Alegre/Atlantis, Delta, Absolut, Selenis,
FLAD, British Council e Fundação C. Gulbenkian)

  


629.471 euros

575.000 euros

75.000 euros

618.500 euros
  


23,92%

21,85%

2,85%

23,51%

2. 
  
Apoios Privados ou Institucionais
sob a forma de Co-Produção, Espécie
ou Serviços
  
713.119 euros
  
27,86%


A experimentadesign – Bienal de Lisboa é apresentada ao público a cada dois anos, durante 45 dias em Lisboa, mas as suas caracteristicas e dimensões implicam um trabalho continuado, sem intervalos, ano sobre ano, desde 1998.
Dentro desta lógica, o orçamento da edição de 2003 cobre dois anos de trabalho – 2002 e 2003.
Paga a concepção e produção do programa da bienal, a sua comunicação nacional e internacional, a criação do departamento educativo e a divulgação junto às escolas, a equipa de assistentes da bienal e do serviço de visitas guiadas e ainda o projecto internacional Voyager 03, com as suas três apresentações no estrangeiro (Barcelona, Paris e Madrid).
A título de referência diga-se que a equipa base da Bienal de Lisboa e os custos de funcionamento para 24 meses de trabalho consomem 30% do orçamento global.
Sublinhe-se que mais de 90% dos eventos e materiais gráficos produzidos pela Bienal de Lisboa são totalmente gratuitos.

É fundamental referir aqui que todos os apoios financeiros são faseados, sendo as entregas previstas em contrato ou em protocolo.
Na quase totalidade dos casos os contratos foram assinados em finais de 2002 e durante o primeiro semestre de 2003, sendo que as entregas, na sua grande maioria, só tiveram inicio em 2003, prolongando-se algumas em 2004.
Neste panorama o Programa Operacional da Cultura (POC) é um caso excepcional, uma vez que tem regras próprias, impostas pela Comunidade Europeia. O montante do apoio aprovado para esta edição, cujo contrato foi assinado a 29 de Abril de 2003, é entregue em tranches, após o envio dos documentos comprovativos de despesas já efectuadas e liquidadas pela Bienal. Dadas as exigências do referido programa, quer a nível técnico, quer a nível logístico, o reembolso é algo moroso e, no caso concreto desta edição, a associação recebeu o seu primeiro reembolso em Outubro de 2003. Refira-se ainda que 20% do apoio aprovado, ou seja um pouco mais de 120.000 euros, fica retido até à entrega e aprovação do relatório final do projecto pela unidade de gestão do POC, o que poderá significar que esse remanescente só seja entregue à associação no primeiro trimestre de 2004.

As estatisticas finais desta edição, bem como análises comparativas com as edições anteriores, serão apresentadas neste site no final do mês de Novembro do corrente ano.