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Nathaniel Dorski é, tal como Leighton Pierce ou Peter Hutton, um dos cineastas que trabalha o detalhe de forma mais absoluta. “Alaya” é um dos seus filmes mais singulares e uma filmagem de grãos de areia e do efeito do vento em superficies arenosas que demorou cerca de dez anos a fazer. Stan Brakhage referia sobre este filme que o mais interessante seria não só a mera observação do detalhe mas a “inauguração” de uma forma particular de montagem (denominada por Dorsky de “polivalente”), com uma atenção particular aos movimentos internos do plano. O mesmo princípio pode aplicar-se aos outros filmes na sessão que fazem parte de uma trilogia em que o Dorsky aplicou e refinou esses princípios de montagem a partir dos detalhes e movimentos internos do plano. É um cinema muito poético, muito confessional que exige uma atenção particular do espectador, mergulhado no silêncio e no movimento lento das imagens projectadas a 18 imagens por segundo. |