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Esta sessão parte de um princípio diferente, o de programar filmes cujo detalhe estivesse nas possibilidades descritivas de uma imagem (e das suas ramificações com a linguagem oral e escrita). O filme do John Smith é uma “comédia” em que uma voz comanda toda e qualquer acção de uma rua enquanto a câmara (e os elementos na imagem) fazem um “esforço” para a acompanhar. O filme de Christian Boltanski é uma descrição em voz off de uma casa, de uma história com todos os detalhes da narrativa enquanto o que vemos e um espaço vazio cujo conteúdo temos de imaginar. A encerrar um filme do Hollis Frampton, segundo volume da trilogia Hapax Legomena a partir de um dispositivo muito simples – a imagem de uma mesa com uma série de follhas em que está escrita a descrição de uma série de planos que tentamos organizar visualmente. |