|
||
|
BIOGRAFIA
Adrian Forty é historiador de arquitectura e pretende alterar e enriquecer a forma como pensamos e falamos de arquitectura. Investiga sobre os vários conceitos existentes nesta área bem como a sua relação com a ciência e com a sociedade. Procura desta forma o significado actual de cada palavra no seu enquadramento histórico bem como na sua dimensão teórica, definindo a invenção dos termos por arquitectos, historiadores, filósofos e crítico . É Professor de História da Arquitectura no The Bartlett, University College London, onde dirige o mestrado em História da Arquitectura. Autor de Objects of Desire, Design and Society (1986) e de Words and Buildings, A Vocabulary of Modern Architecture (2000), e neste momento está a escrever sobre a iconografia do betão. PROGRAMA 1000 PLATEAUX - 01 Nov Corpos e Coisas Todos os tipos de artefactos fabricados oferecem a confirmação do tamanho, forma e por vezes género, nacionalidade e etnicidade do corpo humano. Também parecem tornar o corpo completo, servindo como próteses que permitem à humanidade cumprir o princípio da evolução ao realizar tarefas que, de outra forma, estariam para além da capacidade humana; ou, em alternativa, uma outra concepção dos objectos materiais como próteses é que estes oferecem os meios de ultrapassar a visão psicológica do eu como algo incompleto. A incerteza sobre o facto de o corpo ser completo ou incompleto, e a questão de saber se os objectos materiais permitem que o corpo atinja a completude, ou perpetuam a sua incompletude, são algumas das questões mais interessantes que rodeiam a relação corpo/coisa. Uma outra questão relacionada com a concepção das coisas como extensões do corpo tem a ver com a dor e o prazer: se alguns objectos infligem dor ao corpo, de que modo outros dão prazer ao corpo e qual é a natureza desse prazer corporal? Tal como outros artefactos materiais, as obras de arquitectura podem fornecer a confirmação da existência, tamanho e forma do corpo. Mas a relação entre arquitectura e corpo é complexa e duradoura em termos históricos. Apesar de parecer que o corpo é uma constante biológica, dando à arquitectura um padrão aparentemente permanente, mudou o entendimento do corpo: a longevidade da história da arquitectura fornece uma oportunidade particularmente interessante para observar a forma como as mudanças do entendimento de corpos e edifícios se afectam mutuamente. A bio-genética alterou as concepções sobre o corpo, com consequência desconhecidas para a arquitectura. |