Before & Beyond

A Bienal EXD termina o seu ciclo sob o tema BEFORE & BEYOND.

Os vários temas definidos pela Bienal ao longo dos anos sempre tiveram um carácter prospectivo conseguindo antecipar questões que se vieram a tornar cruciais nos anos a seguir a cada edição. Tiveram sempre também uma outra característica, que foi a de serem intemporais, sem nunca se tornarem datados.

Em 2017, no fecho da Bienal, voltamos aos temas propostos no passado tomando-os como memória mas lançando-os, também, como directivas de reflexão presente e futura.

A EXD’17 apresenta assim como linha de orientação principal a ideia de que é essencial estabelecer uma dinâmica positiva entre o passado — do ponto de vista do que se estabeleceu através da experiência e do conhecimento gerado — e o desenho do futuro. Sublinha que esta dialéctica não compromete, em momento algum, a inovação e a capacidade criativa. O passado não representa apenas um arquivo, mas sim uma fonte de questionamento e conhecimento e a base sólida para os fundamentos de um futuro mais arrojado e até disruptivo.

O tema expressa-se em dois sentidos, um que revisita os 9 temas abordados nas 9 edições anteriores, registando-os, por um lado, e trazendo-os para o presente e futuro, por outro, e uma segunda direcção que indica algumas das áreas de investigação e produção de conhecimento que serão continuadas através do trabalho regular da experimenta.

Por ser o último momento da Bienal, a EXD’17 é especialmente simbólica. Visa, entre outros elementos, celebrar alguns dos factores mais estruturantes e identitários da EXD. Por um lado, a sua forte componente internacional; por outro o seu interesse pela criatividade nacional; por outro ainda a capacidade prospectiva e investigativa da plataforma, cuja forma de desenvolver conteúdo sempre contribuiu de modo determinante para a sua importância enquanto veículo de inovação e de transformação de conhecimento.

30.09.2017

Centro Cultural de Belém

CONFERÊNCIAS DE LISBOA

Museu Nacional dos Coches

LANÇAMENTO / EXPOSIÇÃO / PERFORMANCE
GRANDE AUDITÓRIO DO CCB
Praça do Império, 1449-003 Lisboa, Portugal
Autocarros: 28/714/727/729/751 Eléctrico: 15E Comboio: Belém Barco: Estação Fluvial de Belém
MUSEU NACIONAL DOS COCHES
Avenida da Índia 136, 1300-300 Lisboa, Portugal
Autocarros: 28/714/727/729/751 Eléctrico: 15E Comboio: Belém Barco: Estação Fluvial de Belém
NOTA
Abertura de Portas: 10:30
O bilhete para as Conferências de Lisboa é para todo o programa.
A ordem das conferências pode ser alterada.
As conferências não têm tradução simultânea.
CONFERÊNCIAS DE LISBOA
Alice Rawsthorn
Arjun Appadurai
Eduardo Souto de Moura
Miguel Nicolelis
Philippe Starck
Stefan Sagmeister
Tyler Brûlé

As Conferências de Lisboa voltam este ano ao Grande Auditório do CCB.

Os vários temas definidos pela EXD ao longo dos anos sempre tiveram um carácter prospectivo conseguindo sublinhar questões que se vieram a tornar cruciais nos anos a seguir a cada edição. Tiveram sempre também uma outra característica, que foi a de serem intemporais, sem nunca se tornarem datados.

O modelo adoptado para esta edição tem a duração de um dia completo, onde são convidados 7 Conferencistas de craveira mundial, um por cada tema de 7 das 9 edições anteriores. Seguindo o mote da EXD’17, Before & Beyond, cada convidado é desafiado a trabalhar sobre um dos temas passados trazendo-o para 2017 e para o futuro. As disciplinas e áreas presentes são vastas incluindo design, ética, arquitectura, sociologia, neurociência e política.

Alice Rawsthorn

Alice Rawsthorn

INTERSECÇÕES DO E NO DESIGN / EXD'99
15:50

Alice Rawsthorn não é apenas uma crítica de design premiada, mas uma crente de que o design é uma das ferramentas mais poderosas que temos ao nosso dispor para melhorar a nossa qualidade de vida. Tendo iniciado a sua carreira como jornalista e correspondente estrangeira, a sua paixão pelo design foi estimulada pela coragem e imaginação de designers radicais como Buckminster Fuller e Lázló Moholy-Nagy. ler mais …

Autora do livro aclamado pela crítica Hello World: Where Design Meets Life, tem exercido um papel fundamental na concepção contemporânea do design, integrando vários eventos internacionais importantes, incluindo os TED talks e o World Economic Forum em Davos. Com uma perspectiva do mundo verdadeiramente arrojada e abrangente, Alice entende o design como um fenómeno complexo e intangível, acreditando que todos os projectos de design verdadeiramente inspirados têm uma coisa em comum – começam com um sonho – fazendo com que os melhores designers sejam quase sempre os maiores sonhadores, rebeldes e renegados.

Sediada em Londres, é presidente do conselho de administração da Chisenhale Gallery e da companhia de dança Michael Clark Company, e uma das administradoras da Whitechapel Gallery. Membro fundadora da campanha Writers for Liberty, foi galardoada com um OBE por serviços prestados nas áreas do design e das artes. O seu próximo livro, Design as an Attitude, será publicado em 2018.

 

Intersecções do e no Design

Em 1999 teve lugar a 1ª edição da Bienal EXD. Com o intuito de promover a reflexão, a crítica e o conhecimento sobre a cultura de projecto, a bienal assumiu desde o início que se dedicava à observação dos vários cruzamentos que o design possibilita, quer como processo de trabalho ou como instrumento cultural e de comunicação.

Nesse ano o tema propunha:

“Abordar as Intersecções do e no design, não só dentro de uma ideia mais restrita de área de trabalho, segundo as diferentes perspectivas geracionais, posicionamentos teóricos, experiências e métodos de experimentação, mas também como expansão de conhecimento e influência a outras áreas – e gerada nos dois sentidos –, como a cenografia, a arquitectura ou a arte. O Design é também expressão, provocando discussão e confronto, que pode originar mudança – de metodologias, de paradigmas, de pensamento.”

A ideia das intersecções e cruzamentos e a defesa de que o design congrega em si toda uma série de outras disciplinas é agora um facto incontornável em 2017, continuando no entanto a levantar enormes desafios e inúmeras questões que vão ocupar parte importante do desenvolvimento da disciplina nos próximos anos.

Em 2017 é assim a vez de Alice Rawsthorn tratar os temas dos cruzamentos e influências no âmbito de uma disciplina que, passados 18 anos, evidencia de forma cada vez mais expressiva o seu potencial utilitário e gerador de conhecimento. ← fechar

 

[↑]

Arjun Appadurai

Arjun Appadurai

NO BORDERS / EXD'13
11:00

Arjun Appadurai é um dos mais reconhecidos pensadores e líderes na área da globalização. A sua longa carreira académica e de investigação tem-se centrado na compreensão de como este fenómeno tem afectado e influenciado a vida humana na modernidade, acreditando que o maior impacto tem-se exercido na cultura. ler mais …

É autor de vários livros sobre as dimensões socioculturais da globalização. Em Modernity at Large, que é considerado um dos estudos antropológicos mais importantes de sempre, conceptualiza a modernidade como uma circulação de pessoas, ideais, tecnologias e imagens constante e imprevisível, levando à criação de um mundo transnacional. Numa das suas outras obras conceituadas, Disjuncture and Difference in the Global Cultural Economy, Appadurai propõe a existência de cinco factores que contribuem para a troca global de informação e ideias. Denomina estas 5 dimensões como “-scapes”, que são permeáveis e em constante mutação, tal como as próprias culturas. Uma destas dimensões, a Ethnoscape, refere-se à migração de pessoas entre culturas e fronteiras, apresentando o mundo e as suas variadíssimas comunidades como fluidas e móveis e não sólidas e estáticas.

Tendo-se licenciado em antropologia pela Brandeis University e com um Mestrado e Doutoramento da Committee on Social Thought da University of Chicago, Appadurai é Paulette Goddard Professor de Media, Cultura e Comunicação na New York University, onde é também Membro Senior do Institute for Public Knowledge.

Membro do American Academy of Arts and Sciences, durante a sua carreira académica tem também ocupado cargos professorais nas universidades de Yale, Chicago e Pennsylvania, juntamente com um conjunto de bolsas de estudo, recebendo vários prémios académicos.

Arjun Appadurai tem também exercido cargos de consultor para um leque alargado de organizações públicas e privadas, incluindo grandes fundações (Ford, MacArthur e Rockefeller); UNESCO; UNDP, World Bank; o National Endowment for the Humanities e o National Science Foundation. Actualmente integra o Conselho Consultivo do Asian Art Initiative no Solomon Guggenheim Museum e no Conselho Científico do Forum D’Avignon em Paris.

 

No Borders

Inspirando-se no designer e autor americano, Buckminster Fuller, a EXD’13 lançou o seu tema, NO BORDERS, partindo de uma afirmação retirada do seu livro Manual de Instruções para a Nave Espacial Terra escrito em 1969:

“Onde moras?”, “O que és?”, De que religião?”, “De que raça?”, “De que nacionalidade?”, são hoje consideradas perguntas lógicas. No século vinte e um, a humanidade terá percebido que estas perguntas são absurdas e anti-evolucionárias, ou então os homens terão deixado de viver na Terra.”

Quando em 1969 Buckminster editou o seu livro antecipatório “Manual de Instruções para a Nave Espacial Terra” acreditava que no século XXI estas questões já não se colocariam. Que os homens já estariam num patamar evolutivo em que barreiras criadas pelo espaço, pelas crenças, pela raça estariam diluídas.

O início do século XXI apresenta-se de forma incontornável como um momento único de profundas transformações, aos mais variados níveis, constituindo um período em que seremos inevitavelmente forçados a rever muito do que temos como adquirido e a redesenhar parte substantiva das nossas estruturas operativas.

Marcar uma fronteira significa, em muitos casos, evidenciar uma diferença e torná-la, de algum modo, um obstáculo. “NO BORDERS” centra-se na detecção e na análise daquilo que são algumas das principais barreiras e fronteiras que o ser humano, enquanto animal social, tem vindo a criar ao longo dos tempos. Não só na sua identificação e definição mas também no desenvolvimento de potenciais soluções que as permitam transformar.

Passa também pela certeza de que a colaboração e a cooperação são os grandes veículos de desenvolvimento da sociedade pelo que a criação de um contexto operativo que permita que estas aconteçam se torna prioritário. Esse contexto está intimamente ligado ao desmantelar de algumas das fronteiras que criámos e intimamente ligado ao desenvolvimento de novas ferramentas, materiais ou imateriais, de pequena ou de grande escala.

Quando falamos de fronteiras inerentes às nossas estruturas abrangemos uma tipologia muito diversificada das mesmas. Falamos de fronteiras antropológicas, culturais, sociais, geográficas, tecnológicas, económicas e financeiras. Físicas, mentais, materiais, imateriais, emocionais. Todo um território transdisciplinar e meta-nacional em actual revisitação e em relação ao qual o design irá ter um papel fundamental.

A experimenta lança como tema para a edição da EXD'13 Lisboa um dos grandes temas deste século e convoca designers, arquitectos, pensadores, produtores, investigadores, economistas, gestores, políticos e o público em geral, para uma discussão alargada e plural sobre o mesmo.

Sem fronteiras.”

Em 2017 este tema marca, e continuará a marcar, a agenda política, ética e económica da humanidade. Arjun Appadurai, um dos mais fascinantes pensadores sobre a globalização, retoma a investigação produzida em 2013 pela EXD, trazendo a sua perspectiva única sobre o tema NO BORDERS. ← fechar

 

[↑]

Eduardo Souto de Moura

Eduardo Souto de Moura

SPACE AND PLACE / EXD’08
17:10

Eduardo Souto de Moura é um dos arquitectos contemporâneos mais reconhecidos no mundo, tendo ganho o prestigiado Prémio Pritzker em 2011 e o Prémio Wolf em 2013. Conhecido por projectos minimais e por vezes dramáticos, as sua abordagem é consistente e versátil. Evitando seguir tendências, possui um traço sólido e resistente que cria uma arquitectura que integra a paisagem e o tempo. ler mais …

Souto de Moura tem sido continuamente elogiado pela sua capacidade única de compreender a realidade em conjunção com a abstracção, pela sua procura constante pela originalidade, pelo seu uso de vários materiais e de uma variedade cromática surpreendente. Com uma visão extremamente abrangente da sua área de acção, entende a arquitectura como uma questão global, defendendo que não existe arquitectura ecológica, inteligente ou sustentável, mas apenas boa arquitectura que incorpora todos os aspectos, incluindo a energia, os recursos e os custos.

Começando por estudar escultura, passou para a arquitectura na Faculdade de Belas Artes do Porto, absorvendo a influência da “Escola do Porto”, algo que ainda hoje continua a ser perceptível no seu trabalho. Após a licenciatura, trabalhou com o icónico Álvaro Siza, com quem permaneceu durante 5 anos. Em 1980 abriu o seu próprio atelier, trabalhando com vários clientes em diferentes tipos de projecto. A par do seu trabalho como arquitecto, Souto de Moura tem demonstrado um interesse contínuo em leccionar. Entre 1981 e 1991 foi professor assistente na Faculdade de Belas Artes, e mais tarde tornou-se professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Tem também sido professor convidado em Paris-Belleville, Harvard, Dublin, Zurique, Lausanne e Mantova, e tem participado em inúmeros seminários e conferências em Portugal e no estrangeiro.

Em 2008, em conjunto com o artista plástico Ângelo de Sousa, representou Portugal na XI Bienal Internacional de Arquitectura de Veneza, com um projecto em co-autoria intitulado Cá Fora. Arquitectura desassossegada. Após a atribuição do Prémio Pritzker, começou a trabalhar mais projectos internacionais, actualmente expandindo a sua actividade para os Estados Unidos com um projecto residencial em Washington DC. Com uma amplitude de interesses expressiva, no seu atelier do Porto, com vista para o Douro, o jazz marca também o espaço, entre esquiços, desenhos e maquetes.

 

Space and Place

2008 foi o ano da internacionalização da bienal, que teve pela primeira vez uma edição em Amsterdão, efectuada em parceria com a Droog Design. O tema lançado reflectia de certo modo esse facto, ao falar precisamente de sítio e de espaço, concentrando também o olhar dos curadores e dos participantes sobre a realidade urbana, sobre as cidades.

“Pela primeira vez na história da humanidade existe mais população urbana que rural. Este facto significa que a cidade se transformou no habitat natural da maior parte das pessoas no planeta. Neste contexto, quando falamos de crescimento e florescimento, terreno e fluidez, ou quando usamos outras metáforas relacionadas com a natureza, na verdade estamos a falar de engenharia, arquitectura e design. Encaramos a cidade como uma paisagem que criámos e que continuamos a moldar.

Dar forma a um lugar tem tanto a ver com a sua imaginação como com a sua construção. Se olharmos para uma criança a brincar conseguimos identificar um instinto essencial que é partilhado por todos os seres vivos. Ao atravessar uma linha imaginária e fechar uma porta virtual, a criança diz: agora estou em minha casa. Se só tiver à sua disposição pedras e paus para brincar, usa-os para demarcar a fronteira entre o dentro e o fora, entre um lugar e o espaço que o envolve.

No desenho da paisagem urbana, este simbolismo responde às necessidades existenciais dos habitantes da cidade, que o usam para definir o seu habitat como um lugar para estar. A EXD’08 Amsterdam centra-se na nova urgência com que consideramos o espaço urbano público. Destacamos as mais recentes estratégias para transformar espaços públicos em teatros de convívio público. Desde intervenções informais – e por vezes ilegais – que reivindicam a rua como um lugar de encontro para cidadãos independentes, a propostas de arquitectos e designers para desenvolver o espaço público da cidade como um playground para a interação social. O programa inclui também reflexões sobre como transformar um espaço neutro num espaço individual, apresentadas por vários designers de vanguarda.

EXD’08 Amsterdam convida designers, arquitectos e outros criativos de todo o mundo ao contacto com o público num dos melhores playgrounds urbanos: a cidade de Amsterdão.”

Sítio e espaço são distintos na medida em que um pressupõe um sentido de propriedade ou uma posição geográfica e o outro apenas consciência e percepção. As cidades, obras edificadas pelo homem, continuam a providenciar diversas tipologias de espaço construído para uma sociedade cada vez mais miscigenada do ponto de vista cultural e económico, que os irá, por sua vez, transformar em sítios. Em 2017 Eduardo Souto Moura, um arquitecto de espaços, tempos, histórias e sítios vai-nos falar da sua perspectiva sobre este tema e como a sua arquitectura se relaciona com o mesmo. ← fechar

 

[↑]

Miguel Nicolelis

Miguel Nicolelis

AS FAR AS THE MIND CAN SEE / EXD'15
14:55

Miguel Nicolelis é alguém que não esquecemos – foi o neurocientista que construiu o exoesqueleto controlado pelo cérebro, que permitiu a um homem com paralisia dar o pontapé de partida da Copa do Mundo em 2014. ler mais …

Superando as fronteiras da neurociência e do design de equipamento médico, Miguel Nicolelis é um pioneiro da exploração do interface cérebro-máquina. Testando os limites da imaginação, o seu trabalho tem vindo a revolucionar a relação e inter-conectividade entre o ser humano e a robótica. Com largos anos de experiência e investigação, vê o cérebro humano como um universo extraordinário localizado precisamente entre as nossas orelhas, com uma complexidade equiparada à do universo que se encontra acima das nossas cabeças.

É o fundador do Walk Again Project, um consórcio internacional de cientistas e engenheiros dedicados ao desenvolvimento de um exoesqueleto que ajuda pacientes com estados avançados de paralisia a recuperar a sua motricidade. Trabalhando dedicadamente para melhorar a qualidade de vida dos mais necessitados, o seu laboratório está em constante procura de novos desafios, incluindo, por exemplo, o desenvolvimento de uma abordagem abrangente ao estudo dos problemas neurológicos como a doença de Parkinson e a epilepsia. Um dos seus projectos mais recentes centra-se na investigação da comunicação brain to brain, criando mecanismos que permitem a comunicação entre duas mentes (por agora utilizando só ratos e macacos) sem qualquer interacção física ou verbal.

Miguel Nicolelis M.D., Ph.D., é Professor Catedrático de Neurociência na Faculdade de Medicina da Duke University, Professor de Neurobiologia, Engenharia e Psicologia Biomédica e Neurociência, e fundador do Duke Center for Neuroengineering. É também fundador e Director Científico do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra em Natal. Autor de dois livros, Beyond Boundaries e The Relativistic Brain, em 2015 foi considerado um Global Thinker pela revista Foreign Policy.

 

As Far as the Mind Can See

Há apenas 2 anos, no momento em que a bienal teve lugar também em Matosinhos e no Porto, para além de Lisboa, a EXD focou-se na importância do cérebro e da individualidade enquanto vectores de produção de inovação.

“A capacidade de descobrir, e a de criar algo inteiramente novo, está directamente relacionada com a forma como utilizamos um dos nossos mais fascinantes dispositivos biológicos, o cérebro. O acto de projectar, em design, está intimamente ligado à nossa faculdade de ver o que ainda não está formalizado e de o conseguir desenhar de modo a que possa ser realizado. É uma possibilidade única comum à humanidade.

Estabelecendo uma ligação com o tema da edição de 2013, No Borders, que representou o expandir de fronteiras, onde o foco estava na ideia de abrangência colectiva, o tema da EXD’15 centra-se no indivíduo, nas suas capacidades singulares de abstracção e invenção, no que lhe permite ir mais além, alcançar diferentes pontos de vista e desenhar o novo. São capacidades individuais que todos temos – muito diversas em termos de plasticidade e competências – e que apresentam inúmeras especificidades, quer ao nível biológico quer ao nível da sua contextualização. Embora de carácter individual, são a base para gerar produtos, em vários formatos, capazes de evoluir com a condição global contemporânea e, inevitavelmente, transformar o colectivo.

É sobre a dinâmica intelectual individual da produção criativa, e essa faculdade de ver até onde a mente nos permite, que esta 9ª edição da Bienal se centra, observando-a em tempos e geografias diferentes.”

Em 2017, ano em que o tema da robótica e da sua relação com o homem vem levantar questões de variadíssimas ordens, nomeadamente económicas e éticas, entendermos melhor o design do nosso cérebro e a forma como ele se relaciona com o nosso próprio corpo e com as máquinas torna-se fundamental. Miguel Nicolelis vai trazer uma visão científica e aprofundada sobre este tema, relacionando-o com os novos desafios que traz para a sociedade em geral. ← fechar

 

[↑]

Philippe Starck

Philippe Starck

USELESS / EXD'11
18:00

“Político, ético, subversivo, ecológico, divertido: é assim que vejo o meu papel como criador”. Estas são as palavras de Philippe Starck, um dos nomes mais reconhecidos do universo criativo no panorama mundial. Com mais de 10 mil projectos produzidos ou em produção, é motivado pela sua missão e determinação em transformar a nossa sociedade. ler mais …

Sendo um verdadeiro cidadão do mundo, Starck tem criado espaços e objectos pouco convencionais através de uma visão que tem como objectivo melhorar as vidas das pessoas, defendendo que uma peça tem sempre de ser boa antes de ser bonita. Este sentido de dever é um elemento central do seu trabalho, que tem incluído desde a criação de produtos do quotidiano como mobiliário e objectos e utensílios de pequena escala, a mega-iates, hotéis e restaurantes estimulantes e intensamente arrebatadores.

Com uma compreensão aprofundada das mutações contemporâneas e um entusiasmo militante, o trabalho de Philippe Starck reflecte um imaginar de novos estilos de vida e uma determinação em defender a inteligência da utilidade e a utilidade da inteligência. Esta abordagem única e incansável tem levado a criações que demonstram uma preocupação com questões ambientais, resultando em inovações tecnológicas que procuram formas de salvaguardar o futuro, tanto do homem como da natureza. Os projectos que desenha vão desde moinhos individuais, a termóstatos inteligentes, a bicicletas eléctricas e casas de madeira pré-fabricadas inovadoras e ecológicas e, brevemente, a barcos movidos a energia solar. As suas conquistas em termos de design, alicerçadas em descobertas tecnológicas, são vectores de uma ecologia democrática focada na acção.

Inventor, criador, arquitecto, designer, director artístico – Philippe Starck é todas estas coisas e muito mais. Rebelde por natureza e com um sentido de humor que se tem reflectido continuamente ao longo da sua carreira, as suas criações têm exercido uma influência e impacto profundos no desenvolvimento do design e arquitectura contemporâneos, deixando uma marca que irá certamente perdurar.

Depois de ter participado na Bienal EXD em 2003, com o seu trabalho a integrar a exposição Design France: Innovation & Inspiration, e em 2005, como um dos principais oradores nas Conferências de Lisboa, Starck volta à Bienal para nos dar a sua perspectiva única sobre o significado da inutilidade (useless) e do uso. Do homem que antecipou o fenómeno da convergência e desmaterialização e que repetidamente concebeu objectos que exigem o máximo do mínimo, não esperamos nada menos que uma intervenção polémica, estimulante e verdadeiramente reveladora.

 

Useless

Em 2011 o programa da EXD propôs reavaliar conceitos — e preconceitos — ligados à utilidade e sua ausência. A inutilidade, tal como a beleza, está nos olhos de quem vê; tal como o prazer puro, é desinteressada. Uma experiência inútil pode apaziguar ou exacerbar o desejo; pode levar-nos a usar menos ou, pelo contrário, a querer mais. Useless pode conduzir-nos à problemáticas concretas, de aplicabilidade e execução definidas, ou pode igualmente inspirar uma reflexão simbólica, quase lírica, sobre a importância de dimensões como a beleza, o sonho e a invenção.

“O tema da 6ª edição da Bienal propõe um questionamento aprofundado da ideia de utilidade e do conceito de “sem uso”. Numa sociedade obcecada com a prossecução de objectivos tangíveis e o acumular de objectos, a ideia de não fazer nada é um absurdo. Pior: é política e socialmente incorrecto. A aparente — porque é disso que se trata — ausência de utilidade ou propósito parece ser hoje o equivalente secular do pecado. No entanto, o tempo passado à espera, a transitar de uma acção útil para a seguinte, não pára de crescer. Procuramos freneticamente preenchê-lo fazendo compras, comunicando sem parar, mantendo-nos – obsessivamente – ocupados. Qualquer coisa, tudo menos não fazer nada.

Se transitarmos para a esfera do design, a ideia de “sem uso” torna-se ainda mais complexa e falar de design inútil resulta num oximoro. O design deve responder a uma necessidade, solucionar um problema. Mas se prestarmos atenção, quantos dos objectos e projectos que nos rodeiam cumprem, efectivamente, o que prometem? Serão todos eles um desperdício de tempo e recursos? Muitos sê-lo-ão certamente, mas outros são tão necessários quanto o sono, esse tempo ocioso preenchido de sonhos.

No programa da EXD’11 a ideia — e juízo de valor subjacente — de inútil ou sem utilidade será examinada de diferentes perspectivas. Numa perspectiva económica, questiona os paradigmas da produção industrial, a inevitabilidade do consumo e as decorrentes problemáticas do desperdício e desenvolvimento sustentável. Numa perspectiva cultural, arrisca um olhar sobre a ética de trabalho do mundo Ocidental e do dogma da produtividade; numa perspectiva social, propõe-se questionar o equilíbrio precário entre percepções objectivas e subjectivas de “valor”, atribuídas a instituições, interacções ou até mesmo indivíduos. Do ponto de vista intelectual ou criativo, traça um perfil do potencial insuspeito — mas avassalador — de experiências, tentativas falhadas, protótipos abandonados e descobertas surpreendentes para as quais não foi, aparentemente, encontrada uma finalidade.”

Em 2017, para além do interesse em discutirmos as dimensões poéticas e filosóficas da ideia de USELESS, ou as dimensões mais funcionais ou estéticas, o território da sustentabilidade ambiental relacionada com o uso e com o não-uso é cada vez mais importante. Philippe Starck vai falar sobre este tema e sobre a sua actividade enquanto designer e autor através de uma sucessão de imagens e de uma reflexão espontânea, bem de acordo com o seu estilo. ← fechar

 

[↑]

Stefan Sagmeister

Stefan Sagmeister

IT'S ABOUT TIME / EXD'09
11:55

Stefan Sagmeister é o enfant terrible do design gráfico. Internacionalmente conhecido pelas suas ideias únicas e polémicas, tornou-se uma referência incontornável nos meios culturais e económicos. Mergulhando de cabeça e alma em cada projecto, as suas criações são intemporais, integrando uma atenção ao detalhe e originalidade raras, que resultam em produtos extraordinariamente eficazes. ler mais …

O seu trabalho tem sido marcado por uma abordagem extremamente pessoal e com grande sentido de humor, tornando-o num dos mais reconhecidos e multifacetados designers contemporâneos, tendo também deixado a sua marca na Bienal EXD com participações nas edições de 2005 (Things I have learned in my life so far #10) e 2008 (Obsessions make my life worse and my work better).

Sagmeister licenciou-se pela University of Applied Arts de Vienna e possui um mestrado da Pratt Institute de Nova Iorque. Em 1993 criou a Sagmeister Inc. sediada em Nova Iorque, trabalhando com uma variedade de clientes, como por exemplo os Rolling Stones, a HBO e o Guggenheim Museum. Em 2012 aliou-se a Jessica Walsh, mudando o nome da empresa para Sagmeister & Walsh, especializando-se na concepção arrojada de identidades de marca, anúncios, websites, apps, filmes, livros e objectos.

The Happy Show, um dos seus projectos mais icónicos, atraiu mais 250 mil visitantes pelo mundo fora e tornou-se na exposição de design gráfico mais visitada de sempre. Mantendo a mesma linha temática, em 2016 apresentou The Happy Film, no qual o designer se transforma num projecto de design, numa exploração de diferentes formas de alcançar a felicidade. Recebido com tremendo sucesso e fortemente aclamado pela crítica, o filme marca um percurso em que Sagmeister se aproxima de si próprio de uma forma completamente inesperada.

Sagmeister também lecciona na School of Visual Art em Nova Iorque e é convidado para falar em eventos por todo o mundo. Foi nomeado para oito Grammys, tendo finalmente ganho dois pelo packaging design dos Talking Heads e Brian Eno & David Byrne. Também foi galardoado com praticamente todos os mais importantes prémios de design internacionais.

 

It's About Time

Em 2009 a questão do tempo e da urgência marcou toda a programação da bienal, que regressava a Lisboa depois de dois anos de interrupção e depois da sua primeira edição fora de Portugal, na Holanda. Antecipando o impacto do vórtice da velocidade que neste momento atravessa todos os territórios, a EXD’09 centrou-se também na ideia de que é necessário fazer escolhas e tomar atitudes, tornando visível aquilo que pode ser fundamental.

“Há duas formas de pensar o tema “It’s About Time”. Num sentido literal, tudo se relaciona com tempo. O tempo é um factor omnipresente. Mas enquanto expressão idiomática, “It’s About Time” remete para uma ideia de urgência: “está na hora de fazer alguma coisa, de tomar uma atitude”. A EXD’09 Lisboa articula estas duas abordagens do seu tema num programa desafiante: reflectir sobre o papel do tempo no design e nas disciplinas projectuais. A urgência é óbvia. Por um lado, parece não haver tempo para confrontar as questões prementes de um mundo à beira do colapso económico e ecológico.

Por outro lado, explorar criticamente a nossa concepção de tempo é hoje uma necessidade incontornável. O tempo tem vindo a adquirir contornos distintos, quer nas nossas vidas, quer no design, desempenhando um novo papel, sujeito a diferentes critérios de apreciação. O tempo tornou-se um recurso finito em processos de comunicação cada vez mais rápidos e conjunturas sociais cada vez mais frágeis. Nos actuais ciclos de criação e produção, ele é o inimigo contra o qual se trabalha.

A EXD’09 Lisboa lança um olhar sobre os múltiplos impactos do tempo no design, arquitectura e práticas criativas contemporâneas, e como estas podem, por seu turno, contribuir para a formulação de novas definições de urgência, velocidade e desaceleração.

Como podem os designers e criadores contemporâneos reconciliar a crescente aceleração da vida quotidiana com a necessidade de reflexão? É possível ser-se simultaneamente rápido e lento? É possível utilizar as complexas networks que unem a comunidade global para distribuir o tempo de forma justa? Como lidar com as dimensões sociais do tempo? Os processos sociais estão a conquistar uma posição preponderante no desenvolvimento de produtos e soluções, em áreas tão diversas quanto pesquisa e investigação open source e produção em regime comunitário. Palavras chave intimamente ligadas às questões de tempo e urgência: networking, sustentabilidade, coesão, responsabilidade social, partilha,desenvolvimento paralelo.

O tempo é uma das matérias-primas da vida, bem como do design.

A EXD’09 Lisboa vai olhar para o tempo enquanto material, recurso e desafio: tempo para pensar, tempo para colaborar, tempo para reflectir.
Está na hora. E vem mesmo a tempo.”

Agora será a vez de Stefan Sagmeister reflectir sobre este tema e exemplificar, na sua óptica enquanto designer e enquanto produtor de conteúdos culturais, o que será “About Time” em 2017. ← fechar

 

[↑]

Tyler Brûlé

Tyler Brûlé

O MEIO É A MATÉRIA / EXD'05
14:00

Considerado como um dos grandes inovadores na área dos média e dos mais influentes da sua geração, Tyler Brûlé é a mente por trás da célebre Monocle, uma marca que se tornou uma entidade singular, combinando com enorme sucesso áreas como impressão, web, comercial e transmissão áudio. ler mais …

Tendo iniciado a sua actividade enquanto correspondente estrangeiro da BBC e jornalista para várias publicações, em 1996 Brûlé lançou a Wallpaper*, revista que se tornou um fenómeno editorial, reunindo os mundos do design, da arquitectura, da moda, da culinária e das viagens. A revista ganhou vários prémios e, em 2001, Brûlé tornou-se o editor mais novo premiado com o British Society of Magazine Editors Lifetime Achievement Award.

Revolucionando o modo de reunir e difundir informações pelo mundo, a Monocle é uma publicação ambiciosa que se centra na transformação positiva do nosso modo de vida, cruzando assuntos tão amplos quanto a actualidade política, negócios, cultura e design. Alcançando mais de 80.000 leitores em todo o mundo, é distribuída em mais de 65 mercados, com um alcance que integra uma rede de mais de 30 correspondentes, 7 escritórios e uma componente em expansão de programação áudio e vídeo.

Criativo e prospectivo na maneira de pensar, Brûlé é regularmente convidado como orador sobre diversos temas, desde média ao urbanismo até aos assuntos internacionais e, em 2011 foi premiado com o troféu "Editor do Ano" da Ad Age, um prémio sem precedentes para um editor internacional. É o fundador da Winkreative — um negócio detentor de vários prémios, e que se tem distinguido pelo foco internacional, autoridade editorial e alcance global — e é também colunista regular para o Financial Times.

 

O Meio é a Matéria

Em 2005, o tema da EXD foi O MEIO É A MATÉRIA e focava o meio e as matérias de transmissão perceptíveis no intervalo que se encontra entre quem cria e quem recebe, escrevendo:

"O Meio é a Matéria centra-se nos meios de comunicação e objectos comunicativos – um universo onde por vezes a matéria parece ser menos importante que as mensagens que transmite e onde as interacções entre aqueles que criam e aqueles que recebem se tornam o verdadeiro produto..." (Max Bruinsma, comissário convidado).

O Meio é a Matéria explora o processo de comunicação, os seus agentes, mediadores, produtores, produtos e subprodutos. Na era das redes globais em constante expansão e aceleração, as trocas comunicacionais recorrem a meios tão densamente codificados que estes geram mais significado do que a mensagem que são supostos transmitir.

À medida que é veiculada através dos mecanismos de mediação, formatada em diferentes códigos e linguagens, trocada entre sujeitos, a mensagem transforma-se numa matéria compósita e complexa, constituída por camadas alternativas de significação e intencionalidade adicionadas por cada produtor/receptor.

Enquanto factor potenciador da performance do projecto que suporta, a matéria evolui em novas direcções. Diferentes recursos, elementos e instrumentos de produção conjugam-se para ultrapassar obstáculos, reinventar utilizações e explorar novas vias e possibilidades de criação. Os limites da matéria e dos materiais são questionados e redesenhados à medida que a ciência, a tecnologia e a arte operam na mesma esfera e se combinam nos planos teórico e prático, gerando resultados surpreendentes.”

Continuando relevante, principalmente em 2017 no tempo das não-verdades, das pós-verdades e dos fact-checks, este tema reveste-se de novas possibilidades através dos inúmeros meios de publicação e distribuição de conteúdos disponíveis agora através das velhas e novas tecnologias. Tyler Brûlé vai abordar a temática dos meios de comunicação e das estratégias que implicam à luz dos tempos que correm e das várias plataformas e ferramentas existentes. ← fechar

 

[↑]

GRANDE AUDITÓRIO DO CCB
Praça do Império, 1449-003 Lisboa, Portugal
Autocarros: 28/714/727/729/751 Eléctrico: 15E Comboio: Belém Barco: Estação Fluvial de Belém
NOTA
O bilhete para as Conferências de Lisboa é para todo o programa.
A ordem das conferências pode ser alterada.
As conferências não têm tradução simultânea.
LIVRO EXD'99/17

Livro EXD'99/17

LANÇAMENTO
22:30

Ao longo das 10 edições, a Bienal EXD tem sido um pilar incontornável no desenvolvimento nacional e internacional do pensamento em torno do design e da arquitectura. Como última edição da Bienal, a EXD’17 consolida e celebra um valioso legado cultural que contou com as contribuições de centenas de protagonistas prestigiados das mais variadas áreas criativas e de conhecimento.

É neste sentido que o programa desta edição conta com o lançamento de um livro, que revisita as edições passadas da Bienal e os seus momentos mais importantes. É fundamental integrar um conhecimento aprofundado do passado para poder realmente moldar e transformar o futuro.

Este livro bilingue, em português e inglês, conta com cerca de 450 páginas onde se faz uma análise visual e transversal deste motor de desenvolvimento cultural e criativo, que incutiu uma nova dinâmica à cultura de projecto contemporânea internacional, a partir de Lisboa, em particular, mas também de outras cidades.

É uma viagem que atravessa todos os marcos importantes da história deste evento, passando por todas as edições e os seus respectivos temas. Conta com a contribuição de alguns dos protagonistas e pensadores que participaram nas várias edições, lançando um olhar único sobre o trabalho realizado e o efeito que teve no panorama cultural nacional e internacional.

A experimentadesign vai oferecer 200 exemplares do livro a 200 das pessoas que estiverem no Auditório do Museu Nacional dos Coches no lançamento do mesmo.

MUSEU NACIONAL DOS COCHES
Avenida da Índia 136, 1300-300 Lisboa, Portugal
Autocarros: 28/714/727/729/751 Eléctrico: 15E Comboio: Belém Barco: Estação Fluvial de Belém
NOTA
Entrada livre sujeita à lotação do Auditório.
DRAWING IN STONE

Drawing in Stone

INAUGURAÇÃO
23:00

Drawing in Stone apresenta uma primeira visão de conjunto sobre o trabalho que 23 autores desenvolveram no âmbito do programa experimental e de pesquisa Primeira Pedra.
Este programa representa uma das linhas de trabalho da Bienal, que se vieram a intensificar mais nas suas últimas edições, que se relaciona com o tema do design e da sua importância na área da inovação e da produção de conhecimento. Drawing in Stone revela a primeira abordagem dos criadores convidados a um material de fortes características identitárias, a pedra portuguesa, através do desenho, seja ele manual ou digital.

Álvaro Siza (PT)
Amanda Levete (GB)
Bijoy Jain (IN)
Carrilho da Graça (PT)
ELEMENTAL (CH)
Mia Hägg (SE)
Paulo David (PT)
Souto de Moura (PT)
Studio Mk27 (BR)
Vladimir Djurovic (LB)
Ian Anderson (GB)
Jonathan Barnbrook (GB)
Jorge Silva (PT)
Pedro Falcão (PT)
Peter Saville (UK)
Sagmeister & Walsh (US)
Claudia Moreira Salles (BR)
Estudio Campana (BR)
Fernando Brízio (PT)
Jasper Morrison (GB)
Michael Anastassiades (CY)
Miguel Vieira Baptista (PT)
Ronan & Erwan Bouroullec (FR)
MUSEU NACIONAL DOS COCHES
Avenida da Índia 136, 1300-300 Lisboa, Portugal
Autocarros: 28/714/727/729/751 Eléctrico: 15E Comboio: Belém Barco: Estação Fluvial de Belém

Inauguração: Entrada livre, sujeita à capacidade da sala.

Período de Abertura: 1 de Outubro a 5 de Novembro 2017
Horários: Terça a Domingo: 10:00-18:00 / Última Entrada: 17:30
Entrada incluida no bilhete de acesso ao Museu dos Coches.
INSIDE + THE ILLUSTRATED MAN

Inside

PERFORMANCE VIDEOMAPPING
23:30

A experimentação de novos formatos de transmissão e partilha de conteúdos foi tónica da Bienal EXD desde a sua primeira edição. No século das novas conquistas tecnológicas Inside apresenta-se como uma performance de videomapping e sound design, imersiva, com uma temática precisa, constituindo um espectáculo de fruição colectiva que modifica a praça exterior do Museu Nacional dos Coches.

Inside é uma obra audiovisual que ocupa 1.024 m2 da fachada do Museu com videomapping. O sistema tecnológico utilizado cria um dispositivo narrativo imersivo e sensorial, com elementos visuais de geração em tempo real, desenho de som multicanal e luz sincronizada “ao frame”.

Numa “live” performance de cerca de 10 minutos, Inside conta uma história em 3 momentos, desenvolvendo uma narrativa que procura explorar as diferentes fases da formação da pedra, a sua extracção e transformação através do engenho humano e o uso resultante da genialidade do trabalho do homem.

Conceito, Direcção Criativa, Programação: Rui Gato
Conceito, Programação, 3D: David Negrão
Sound Design, Música Original: Manuel Morgado
Produção: EXD – Joana Morais, Juliette Canon (assistente)
Lettering: EXD – Nuno Luz
Projecção Vídeo / P.A.: Hipnose

The Illustrated Man

PERFORMANCE VIDEOMAPPING

A EXD termina o seu ciclo após 18 anos de existência e a experimentadesign olha agora para o futuro. Ray Bradbury, um dos mais fascinantes escritores de ficção científica de sempre, escreveu 18 contos em 1969, num livro com o título The Illustrated Man, que tem como personagem central um homem com o corpo quase totalmente tatuado. Nesse livro, as tatuagens têm uma particularidade: preveem o futuro e movem-se.

A EXD’17 convidou um conjunto de designers gráficos e ilustradores portugueses para criarem 18 peças visuais de um minuto e meio cada a partir do livro de Bradbury que será apresentado na praça do Museu dos Coches em 2018.

Esta obra colectiva relaciona-se com o espaço da praça do museu segundo uma lógica expositiva, ao invés de uma abordagem performativa. A narrativa de The Illustrated Man será feita em loop de projecção, com animação ou still, enquanto o uso da luz e do som mantêm uma dimensão performativa em registo “live”

MUSEU NACIONAL DOS COCHES
Avenida da Índia 136, 1300-300 Lisboa, Portugal
Autocarros: 28/714/727/729/751 Eléctrico: 15E Comboio: Belém Barco: Estação Fluvial de Belém
NOTA
Entrada livre sujeita à capacidade da Praça.